(Estudo Bíblico para ser usado nas reuniões de Pequenos Grupos no mês de setembro)
Qual é o padrão pelo qual devemos avaliar a conduta cristã? A sociedade atual nada condena, exceto o absolutismo, pois para ela tudo é “relativo”. Mas, onde está a lei de Deus? Os cristãos têm sido diferentes, em obediência à esse desafio? Como justificar aqueles cristãos com princípios morais frouxos, espertos em fraudar seus semelhantes, incontinentes no uso de bebida alcoólica, irreverentes com as coisas sagradas? Voltamos a perguntar: “onde está a lei de Deus?”
I – UMA LEI PARA A VIDA
A lei do Velho Testamento não foi abolida por Jesus (Mt 5.17-19). Jesus cita o 6º e 7º mandamentos e esclarece profundamente seu significado. Mostra como é atual o Decálogo. A lei revela os nossos pecados, restringe a ação dos malfeitores e instrui os crentes. A mente dos redimidos precisa de orientação; a lei de Deus aponta a obrigação dos crentes (não se trata de sugestão ou mera recomendação); é a lei da lâmpada para os pés e luz para os caminhos. (Sl. 119.105, II Tm 3.16, João 17.17, I Pedro 1.22). Obedecer a Deus não é legalismo; devemos andar segundo o Espírito, para que a lei se cumpra em nós (Rm 8.4). O apóstolo Paulo nos ensina que cumprir a lei é seguir a vontade de Deus (Rm 13.8-10). Quando amamos o próximo cumprimos a lei, cumprindo seis entre os dez mandamentos (Sl 119.97, 19.7-10).
II – LIBERDADE CRISTÃ PRESERVADA
Existe uma liberdade cristã nas áreas fora da aplicação da lei moral. Por exemplo, como desejamos usar nossa riqueza material? Podemos cair na idolatria dos recursos pessoais, mas também podemos fugir para direção oposta, buscando honrar a Deus através dessa riqueza. Também há liberdade no uso do alimento e bebidas (Cl 2.20-22), mas precisamos fazer a diferença entre “uso e abuso”. Também temos liberdade nas escolhas vocacionais, atividades de lazer, decisões conjugais. Não nos esqueçamos, jamais, que graça não é licenciosidade (Gl 5.13) e liberdade não é anarquia.
III – ORDEM RESTAURADA
Os mais graves problemas sociais estão direta ou indiretamente tratados na Lei dos 10 Mandamentos: desrespeito às autoridades (pais, professores, pastores, etc), desvalorização da vida (leis sobre aborto, crimes, etc), desrespeito ao matrimônio e à propriedade alheia, etc. Não podemos nos enquadrar no esquema da sociedade que afirma um inconsequente relativismo em todas as coisas. Devemos apresentar ao mundo a lei de Deus com seus padrões absolutos de certo e errado.
Rev. Carlos Aranha Neto
Resumo do cap. 8 do livro “Doutrina da Graça na Vida Prática”, T.Johnson
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